terça-feira, 4 de novembro de 2014

Entrevista - Esgoto Surfers



Foto: Divulgação

ANARCOLITICO- Falem sobre a formação da banda. Como surgiu e membros.

Samara- No começo era o Lucas, o Benison e a Jade que era outra vocalista e o Lenine. Depois o Lenine saiu e  me chamaram para cantar no vocal junto com a Jade, dai ficou nós duas no vocal e depois entrou o Panda. Depois saiu a Jade por motivos  que segundo ela seria porque estava cheia de coisa e tals. Ela tinha que dedicar-se as outras coisas na vida dela e teve que sair da banda. Agora entrou o Benison no vocal, ele era nosso batera, passou a cantar comigo  e  entrou o Buxexa que foi para o baixo, nosso antigo baixista foi para a bateriaenfim, mudou  praticamente toda a formação dentro da banda. (risos)

 A Esgoto Surfers começou à uns 4 meses atrás. No final de junho  a gente conversou e formamos a banda, tem uns 4 ou 5 meses.
Moedor Fest II

ANARCOLITICO- Vocês já tem material gravado?

Samara-  Já! Gravamos recentemente uma demo, trouxemos pra vender  para a galera daqui! A demo foi gravada só com os oito sons que temos  para divulgar  o som. O interessante para a gente agora é divulgar o som  para o máximo de pessoas possíveis! Essa é a proposta da demo.

 ANARCOLITICO- Qual a temática abordada por vocês nas primeiras musicas que estão na demo? E quem compõe?
Samara- Gostamos de abordar temas políticos, temas cotidianos como o feminismo,  maltrato aos animais,  temos uma musica chamada "Atirar" que fala sobre a  criminalidade, temos criticas também sobre a religião, sobre o sistema político, sobre preconceito, sobre várias coisas! E a violência contra a mulher, temos uma musica chamada "Covarde" que fala sobre isso.

Todo mundo da banda contribui  um pouco, mas  quem escreveu a maior parte das músicas foi o Lucas que é o guitarrista, eu cheguei a escrever uma e o Benison escreveu outras, também! E assim tá indo... todos nós contribuímos.

Moedor Fest II

ANARCOLITICO- Como tem sido a recepção do público com vcs?

Samara- Como a banda começou faz pouco tempo, nos apresentamos em poucos lugares. Tocamos em uns quatro lugares. Duas vezes na Veg Casa, uma em Mosquero, uma em Icoraci, e agora aqui, 5 vezes. E no Heavy Bar, 6 vezes!


Benison- Geralmente a galera curte o som. Só tem uma musica nossa chamada  "matança de animais"  que na musica falamos sobre maltrato aos animais e ae uma galera  achou polêmico porque nem todo mundo da banda era vegetariano  e achava que a letra falava de vegetarianismo, quando na verdade ela não fala de vegetarianismo em si, ela fala sobre maltratos  de animais, o foco seria a libertação animal,  não que pra chegar a libertação animal seria obrigatóriamente ser vegetariano. Não é bem por ae!

Quem escreveu a letra foi o Lucas que não é vegetariano, mas, eu e a Samara, somos vegetarianos  e adotamos essa postura. A idéia da musica é ser contra o maltratos aos animaisindepedente  da maneira de se alimentar de cada um.  Enfim, gerou uma polêmica inicial, mas já foi superada!

Moedor Fest II

ANARCOLITICO- Deixem uma mensagem ao público de Macapá, em especial quem veio prestigiar vocês no Moedor Fest e na CAFÉ.

Benison-  Sobre o show de hoje, só temos uma palavra para descrever: insanidade!!!!
 
Samara- Foi maravilhoso e acho que até hoje, foi o nosso melhor show! Espero que tenham melhores ainda e espero que voltemos a tocar aqui. Muito legal tocar para o público amapaense, galera bem animada! (risos)

Foto: Divulgação
 BandCamp pra quem quiser apenas ouvir ou baixar o som:https://esgotosurfers2014.bandcamp.com/album/esgoto-surfers

 Esgoto Surfers no Facebook: https://www.facebook.com/EsgotoSurfers

domingo, 26 de outubro de 2014

Entrevista - Fora Parte (PA)

Fora Parte no Moedor Fest II/ 2014 foto: Lucas Monte


ANARCOLITICO:  Quem é a Fora Parte e como surgiu?

Felipe Martins:  Eu sou o felipe!

Raiony: Eu sou Raiony, batera da banda!

Felipe: Eu formei a banda junto com o Vitor, nosso antigo baixista, em 2009, inicialmente era um Power trio. Eu,  Raiony e o Vitor, só que tivemos a necessidade de mais um vocal na banda, mesmo porque eu não gostava muito de ser vocalista, eu ficava muito parado então decidimos chamar o Alan, que ia em todos os ensaios, sabia todas as musicas, e tava muito afim de entrar na banda. Ele entrou e desde ai estamos com essa formação, o Vitor teve de sair recentemente e no momento estamos novamente como um trio, sem baixista.

ANARCOLITICO: Vocês pretendem encontrar um novo baixista?

Felipe: Pretendemos,  mas  se não aparecer nenhum, vamos continuar assim, mesmo! Porque priorizamos muito  a amizade dentro da banda. São muitos anos de amizade e banda e o cara saiu assim... Se for pra colocar alguém que não dê certo, é melhor só nos três.



ANARCOLITICO: Sobre demos e discos. Vocês já lançaram algum material nesses anos de banda?


Felipe: Em 2010, gravamos  uma demo que se chama: "Rataria, Com Açai e Farinha"(2010),  que trouxemos para divulgar aqui no evento(Moedor Fest II). Foi gravado de uma maneira muito tosca (risos).

Raiony: Gravamos um ensaio para ouvir como ficava o som da banda e ficou melhor do que a gente imaginava!

Felipe: ficou bacana e decidimos divulgar assim mesmo e recentemente gravamos material novo que se chama "Sem Fé, Sem Lei, Sem Rei". Gravamos no final do ano passado e inicio desse ano, ainda não temos previsão para o lançamento, estamos vendo ainda... mas já tem no BandCamp da Fora Parte algumas musicas para ouvir. Pretendemos lançar em formato disco/cd. Só falta finalizar a parte de arte, já tem selo e tudo, mas falta a arte que era o nosso antigo baixista que tava fazendo...


Atual Formação da banda: Raiony, Felipe e Alan      foto: divulgação

ANARCOLITICO: Qual os temas mais comuns abordados nas letras da Fora Parte ou que vocês mais gostam?

Felipe: Nós fomos muito por fase, pois começamos quando éramos adolescentes, tínhamos uma fase meio rebelde, aquele lance de adolescência, então, fazíamos uma letra meio politizada, como "Ana Júlia" que falávamos sobre a antiga governadora de Belém ou uma mais zuera como "Ratariacore" que fala da galera que bebia e andava de skate com a gente, enfim! Fomos crescendo, amadurencendo e hoje em dia fazemos musicas  mais reflexivas. A respeito do cotidiano, do nosso ser, como agimos no dia-dia , nem criticando, mas nem sendo imparcial.

Raiony: Sempre rola um sarcasmo! (risos)

Felipe: A nossa opinião, com um tom sarcástico, nunca deixamos deixamos isso de lado, a irônia! Enfim, como a musica " Tudo tem seu preço" que fala das coisas que é impostas pra nós e tudo tem um preço, que a gente vai ter de pagar, tudo que a gente faz, do jeito que a gente se portar, tudo tem um preço e seremos julgados por alguma coisa, sempre,! Nessa letra diz que não devemos nos importar com isso, mas ser nós mesmos e foda-se! E também tem a "Faça Por Você", que diz para fazermos o que der na telha e foda-se o que os outros pensam! Se é bom para você , você tem de continuar fazendo o que te faz bem. Tem a Musica "Ratariacore" que a galera sempre gosta de cantar e que é uma letra super aleatória! A galera da banda tava porre e fizemos e tal,  não fala sobre nada! Foi sem querer.

Raiony: Não fala sobre nada, mas a galera gosta!




ANARCOLITICO: Como é a cena que vocês fazem parte e como é aceitação da banda no meio?

Felipe: No inicio, bemm no inicio como é normal com qualquer banda a gente não era tão visível,
começamos a tocar direto, em qualquer evento, com qualquer ouvinte(público), com quem fosse em qualquer lugar. Justamente, porque  nós aceitavamos qualquer lugar, qualquer banda, não tínhamos dessa de: aaaahh a gente é Hardcore, mas a gente não toca com banda de rockzinho."

ANARCOLITICO: Então vocês não tinham preconceito com outras tribos?! Já houve algum preconceito com vocês, como banda?

Felipe: No inicio chegou a rolar um pouco, mas depois começamos a ter mais visibilidade, então começamos a ter uma espécie de  respeito entre aspas, então, hoje em dia  a galera já nos conhece e não rola mais isso. Galera sempre vai nos eventos que tocamos, sempre cantam as musicas, compram os merchs, enfim, fomos ganhando nosso lugar, porque nunca tivemos preconceito, tocávamos em qualquer lugar, falamos com todo mundo e nunca tivemos isso de: “ahhh tu é do metal eu não falo contigo porque sou do hardcore, corta aqui "(risos). Somos amigos de todo mundo, mesmo! Já tocamos com bandas de Black Metal, Thrash Metal, Pop Punk, tocamos com tudo, até hoje é assim, tanto que  diante dos nossos shows dá uma  galera totalmente aleatória, porque fizemos muitas amizades! E, é bom para todas as bandas fazerem isso! Não se privar só no meio do seu estilo musical.


ANARCOLITICO: Vocês já tocaram em outros locais fora de Belém, além de Macapá, fora da cena de vocês?

Felipe: Bom,  saindo de Belém já tocamos no interior do estado, em Cametá,  Mosqueiros, Icoraci e   região metropolitana em geral, mas fora do estado é a primeira vez!

Raiony: Queríamos vim aqui já faz muito tempo, porém nunca dava certo.

Felipe: Sempre quis vim aqui, mas sempre acontecia algum imprevisto, mas finalmente deu tudo certo, o primeiro show foi hoje no Moedor e queríamos tocar no Liberdade ao Rock, mas acabou não rolando,  no Domingo tocamos na casa Fora do Eixo, com a Mental Caos, Hammer e  a Esgoto Surfers que está em turnêr junto com a gente.

ANARCOLITICO: Qual a visão de vocês pós show do Moedor? Como foi?

Felipe: Eu gostei e sinceramente  não esperava  que viesse tanta gente, eu esperava que viesse pouca gente,  não estava criando expectativa nenhuma, pra depois ficar: "porra não veio ninguém"

Raiony: Me surpreendi com os moleques cantando tudo lá!

Felipe: Justamente, eu não imaginava que a galera sabia nossas musicas e tal, não esperava mesmo! Foi do caralho!!!  Deu pra lavar a alma!


Galera Cantando junto!!  
ANARCOLITICO: Finalizando, deixem um recado ao publico que veio prestigiar o evento e planos futuros da Fora Parte.

Raiony: Só tenho a agradecer!

Felipe: Agradecemos pela força e a todo mundo que veio, comprou  o material e também deixamos um recado  para a galera nunca desistir, independente de qualquer desafio, se fulando saiu da banda ou achar que não dá mais. Tem de continar cara, se você tem um objetivo, por mais que seja um objetivo  futil para alguns tem de continuar a tocar e fazer o que você gosta, mesmo se a galera dizer que é ruim e tal o que importa é que tu goste do som que você faz! Futuramente queremos lançar  o CD e continuar em turnêr. Acho que Belém já saturou um pouco, queremos tocar mais e esperamos voltar muitas vezes aqui em Macapá!






 Blog agradece a banda Fora Parte por ceder seu tempo que foi corrido e mesmo assim foram muito educados e receptivos para essa entrevista. E espero que voltem logo as terras amapaense! Se liguem no BandCamp e baixem o som dos caras! o//



quarta-feira, 30 de julho de 2014

Uma Banda Chamada DEATH





Esse documentário não é sobre a famosa banda de Death Metal de Chuck Schuldiner! Mas sobre um grupo (também!) inovador, injustamente esquecido e que provavelmente é um dos pioneiros de Punk Rock.

"A Band Called Death" é um documentário de 2012, sobre três irmãos negros de Detroit, nos anos 70 (Não, eles não queriam fazer parte da Motown) que formaram uma banda com uma sonoridade que antecede o que seria o som punk rock,  2 anos antes de Ramones ou qualquer banda que tenha sido considerada a primeira banda punk rock. Os Irmãos Hackney influenciados pelo som dos Beatles e Jimi Hendrix, inicialmente, formaram uma banda rock'n'roll chamada "Rock Fire Funk Express", levando um "som de branco" com uma pegada "funk". 


David, criador do grupo



Apos a morte do pai dos integrantes, eles adotam o nome de Death, uma forma de chocar e de soar: "real" e conceitual. Totalmente a parte das principais cenas que deram origem ao que seria punk, a DEATH foi ignorada pelas gravadoras e rejeitados por serem negros tocando rock(se hoje é dificil pra um artista negro fazer sucesso, imagine nos anos 70!), tiveram sua  musica  incompreendida e posteriormente, esquecida.

 Após 30 anos a banda é descoberta por colecionadores de vinil. Death tinha a inovação musical e estava a frente de seu tempo, com uma sonoridade intensa, digna de bandas punk, composições rapidas e letras de cunho politico, e assim depois de tanto tempo alcançam finalmente o sonho de qualquer musico que é o reconhecimento!

Com 96 minutos, "A Band Called Death" é uma homenagem ao criador e do grupo,  David,  que tinha uma visão ousada e a frente de seu tempo e que nunca deixou de acreditar no sucesso do grupo, vitima de cancêr no inicio de 2000, não chegou a ver a ascenção do Death. O documetario possui uma qualidade e efeitos de video incrivel, acervo de fotos do grupo e gravações, além de contar com diversos depoimento de fãs famosos do grupo como; Elijah Wood(ator), Jello Biafra(Dead Kennedys), Ben Blackwell( The Dirtbombs e The White Stripes), Kid Rock, Henry Rollins (Black Flag) e Mickey Leigh ( irmão de Joey Ramone). 


Death original




Atual formação do Death

 
 Link para Download do Doc: Aqui!
 Baixar Legendas: Aqui!
Baixar play dos caras: Rar / Torrent
 

terça-feira, 15 de abril de 2014

Curiosidades - 20 coisas que você provavelmente não sabia sobre RAMONES!




01- Joey e  Johnny Ramone, foram os únicos membros que permaneceram desde o início da banda até o fim em 1996.

02- Que Joey escreveu a música, "The KKK Took My Baby Away" em relação ao fato de Johnny Ramone lhe ter roubado a namorada, Linda Danielle e eles mal se falavam depois disso, provavelmente você já sabe! Porém a coisa não foi passageira. Dee Dee Ramone escreveu em sua autobiografia "Lobotomia: Sobrevivendo com os Ramones'': 

"Foi duro gravar o álbum "Brain Drain" por quê todo mundo jogava a bomba para mim. Eu tinha medo de ficar perto deles. Isso me deixava louco... Eu não queria nem tocar naquele álbum. Todos na banda tinham problemas; problemas com a namorada, problemas com dinheiro, problemas mentais".  KKK é a sigla para se referir a Ku Klux Klan, entidade de extrema-direita, neo-nazista, nacionalista, racista e extremamente violenta que se espalha por vários estados americanos. Os membros em suas cerimônias costumam usar mantos brancos e cobrir as cabeças para preservar suas identidades. A música na verdade é uma vingança de Joey contra Johnny (politicamente o único de extrema-direita declarado do grupo) uma forma de provoca-lo e ataca-lo. Linda e Johnny permanceram casados até a morte de Johnny, em 15 de setembro de 2004. Johnny não compareceu nem ao enterro de Joey, morto 3 anos antes, mas pareceu ter sentido a morte do companheiro no documentário "  End of the Century: A história dos Ramones".


Joey e Linda
 03- Em 1990, os Ramones já recebiam tributos (o primeiro deles é intitulado Gabba Gabba Hey!), e a música composta por Lemmy do Motörhead, R.A.M.O.N.E.S.. O tributo We’re A Happy Family (considerado o maior tributo da banda) com bandas como Metallica, U2, Green Day, Offspring e Kiss. Os Ramones tiveram mais diversas homenagens, tributos e viraram até um musical intitulado “Gabba Gabba Hey”, a peça estreou na Austrália e tem ambição de entrar em cartaz na Brodway.

04- A maior alavanca para o sucesso tardio dos Ramones foi a inclusão da faixa "Pet Sematary" do disco "Brain Drain" na trilha sonora do filme de mesmo nome de Stephen King. Como grande fã dos Ramones, o próprio King foi responsável pela indicação da banda na trilha sonora. No Brasil o filme recebeu o título de "Cemitério Maldito". Na continuação do filme, Pet Sematary II, a música tema é Poison Heart, do disco Mondo Bizarro.

05- A música "Carbona Not Glue"  fala sobre garotos em uma fábrica de produtos tóxicos que ficavam cheirando um material volátil como se fosse cola, foi considerada de mau gosto e proibida nos Estados Unidos logo após ser lançada na primeira edição do disco "Leave Home". Após a proibição, em todas as edições seguintes a música foi substituida por uma versão de "Sheena Is a Punk Rocker" gravada em um estúdio de rádio. A versão original do disco contendo a música "Carbona Not Glue" é bastante rara, tendo sido impressas apenas 50 mil cópias. Mais tarde ela foi gravada em uma versão americana do disco "Loco Live". A faixa não consta do encarte, estando escondida após a faixa "Pet Sematary".

06- A primeira ve que os Ramzones abordaram um tema sério e polêmico foi na música "My Brain Is Hanging Upside Down (Bonzo Goes To Bitbug)" que possui arranjo mais complexo e melhor produção. A letra critica o ex-presidente americano Ronald Reagan por ter visitado e prestado honras a uma sepultura de "herois" de guerra nazistas.

07- Quando o câncer de Joey foi diagnosticado, em 1995, os médicos estimavam que ele viveria somente de três a seis meses. Ele viveu mais seis anos.

  08- Johnny era o mais organizado da banda, ele tinha tudo anotado, desde as aparições na tv, entrevistas, shows, etc. As calça jeans surrada, jaqueta de couro, camisetas com a Minnie estampada e até as caretas com boca torta, rosnando para as fotos. Johnny admite que, tudo nos Ramones foi minimamente pensado por ele que tinha um projetos e ambições. Todos então adotaram o Ramone que, aliás, foi inspirado em um dos ídolos de Johnny, o beatle Paul McCartney. A ideia veio, segundo ele, quando descobriu que o cantor inglês se registrava em hotéis como Paul Ramon.


09- Filho de um oficial do exercito americano, Dee Dee colecionava tudo relacionado a guerras: capacetes, cápsulas de balas, armas etc. Na infância Dee Dee morou em Berlin e cresceu em meio aos escombros da cidade.

10- CJ Ramone, ex-baixista da banda, recentemente declarou que foi muito árduo a decisão de negar o convite para entrar no Metallica, após a saida de Jason Newsted, ele foi convidado a se juntar a banda de James. Moral!

12- Apesar do idolatrado som pesado de sua guitarra, Johnny Ramone, mais do que a música, gostava de beisebol. O rock ocupa o segundo lugar na lista de preferências do instrumentista.

13- Johnny era contra as drogas, nem álcool usava. Diferentemente dos outros integrantes da banda, que se acabavam na bebida e nas drogas. Porém, de acordo com as regras da cartilha punk de Johnny Ramone, antes dos shows, as "biritas" eram absolutamente proibidas. Em relatos, Johnny defendi a pena de morte. "Sou totalmente a favor", afirmou. Para ele, deveria ser transmitida pela TV, em estilo reality show, ao vivo, em pay-per-view, com o dinheiro revertido para a família da vítima. A revolta do músico tem explicação. Ele foi vítima de uma agressão na rua, que resultou numa hemorragia cerebral. "O cara que me atacou foi acusado de agressão em primeiro grau e só pegou uns poucos meses de cadeia", conta.


14- Mas, por ironia, Johnny Ramone é que ganhou ares de reality show. Vitimado por um câncer fulminante, teve seus piores momentos transmitidos pela MTV.

15- O famoso logotipo usado pela banda foi inspirado no símbolo presidencial norte-americano quando Arturo viajou até Washington. "Pensei: o símbolo do presidente dos Estados Unidos seria perfeito para os Ramones, com a águia a segurar setas - simbolizava força e a agressividade contra qualquer pessoa que nos tentasse atacar, e um ramo de oliveirave, para aqueles que fossem amigáis", disse Vega a Jim Bessman em um livro de memória dos Ramones lançado em 1993. Entretanto, os Ramones decidiram alterar um pouco do logo e, em vez do ramo de oliveira, colocaram um ramo de macieira e no lugar das setas surgiu um taco de basebol.

Logo dos Ramones adaptado

16- De certa forma, os detalhes desse plano comercial, de lucro, por trás dos Ramones desmistificam a ideologia que impregnou o imaginário e a cultura punk, que começava a ganhar contornos naquela época, sobretudo pelos subúrbios londrinos, e com inclinação, supostamente, anticapitalista e anárquica. Totalmente fora desse meio anarquico o Ramones queria algo mais comercial e apesar da dureza dos primeiros anos de carreira, eles conseguiram mais do que queriam. Em sua autobiografia, Johnny fala do dia em que passeava dirigindo um Cadillac, cinco anos após o final da banda, e foi surpreendido por um fã, indignado com aquela suposta ostentação. "Como é que pode um punk dirigir um carro luxuoso desse?", questionou o jovem. "Eu escrevi o livro sobre ser punk", respondeu rapidamente. "Eu decido o que é punk. Se estou dirigindo um Cadillac, isso é punk", disparou o guitarrista aposentado. Apesar de ressaltar que, no começo, era tudo "pura diversão e rock and roll".

17- Os Ramones finalizaram a carreira após 2.263 apresentações, de acordo com as contas do organizado e metódico músico Johnny Ramone.

18-  Na autobiografia de Johnny Ramone. Não faltam socos, chutes, spray de pimenta e até golpes de guitarras na cabeça de um admirador. Segundo a versão de Johnny, sobrou até para Malcom Maclaren, empresário do Sex Pistols, que apanhou por conversar com a namorada do guitarrista punk. "Resolvi que não queria que ela falasse mais com ele", argumenta.


19- Vale citar que Johnny Ramone, com sua guitarra Mosrite barata, comprada por 50 dólares, lançou um estilo novo de tocar, que ficou conhecido depois como "serra circular". O músico entrou para a lista da revista "Rolling Stone", dos 100 Maiores Guitarristas de Todos os Tempos, onde ocupa a 28° posição.


20- A Fama de brigão de Johnny Ramone ameaçou até mesmo os membros da banda Talking Heads, que quase apanharam do musicoapós um período de sete semanas que passaram juntos durante uma turnê na Europa. "Eram gente de educação universitária e nós, garotos de rua". Para quem também detestava sair do país, a viagem piorou em alguns graus, segundo ele, pela combinação infernal: Talking Heads e Europa. "Queria me matar, foi uma desgraça".



domingo, 6 de abril de 2014

10 músicas sobre Layne Staley (Alice in Chains)


 

 Após 12 anos da morte de Layne, é visivel o quanto o cantor teve influência profunda na música de 2002 pra cá! Ele não é somente celebrado pelas faixas do Alice in Chains, mas também em músicas sobre ele gravadas por outros artistas dos mais variados gêneros dentro do rock. Layne foi um amigo e inspiração para muitos durante sua curta vida e influenciou outros a terem uma banda ou a cantar. Em homenagem a esse talentoso músico, o Loudwire selecionou as melhores canções escritas sobre a vida e a trágica morte de Layne Staley. Celebrando o cantor, o blog divulga a lista publicada na pagina AIC Brasil. Confira:


10 - "The Day Seattle Died" - Cold

O Cold decidiu prestar homenagem não só a Layne Staley, mas a outro músico de Seattle que também sucumbiu a seus demônios. A banda incluiu essa música em seu álbum "Year Of The Spider" como um tributo a Layne e Kurt Cobain. Muitos não entendem isso, porque Staley foi encontrado sem vida em 20 de abril de 2002, mas o responsável pela investigação estima que sua morte tenha ocorrido em 5 de abril - exatos 8 anos após a trágica morte de Kurt Cobain.

09 - "Layne" - Black Label Society

Exatamente 2 anos após o corpo de Layne ter sido encontrado (20 de abril de 2004), o Black Label Society lançou o "Hangover Music Vol. VI" - uma empreitada muito mais melancólica do que o BLS normalmente produz. Uma das músicas do álbum era intitulada "Layne", em homenagem ao vocalista do AIC. Ainda que não tão pungente quanto "In This River", a faixa que Zakk Wylde dedicou a seu amigo Dimebag Darrell menos de um ano antes, um solo de Zakk é uma despedida digna de respeito para qualquer um. A parte mais curiosa nessa faixa talvez seja o som, ao final, de batidas em uma porta - o que foi especulado como sendo uma representação simbólica da polícia batendo na porta de Staley antes de encontrá-lo sem vida ou do próprio Staley batendo na porta do céu.

 


08 - "Shadow" - Theory of a Deadman

Com todas as músicas sobre strippers, separações, e roubo de carros com crianças dentro - a música do Theory Of A Deadman inspirada na morte de Layne se perdeu na mixagem e acabou como uma faixa bônus do álbum "Scars and Souvenirs". Faixa de álbum ou não, a banda traz uma visão não caracteristicamente sombria para expressar a tristeza causada quando Staley "desapareceu".

07 - "Just a Bullet Away" - MetallicaA vida e morte de Staley foi uma das principais inspirações por trás do "Death Magnetic" - a banda até deixou uma foto de Layne pendurada no estúdio durante as gravações. "Liricamente, essa música começou um pouco como um tributo a Layne Staley e a todos aqueles que se martirizaram em nome do rock and roll", disse James Hetfield à Revista Guitar World. "Mas ela se desenvolveu e evoluiu a partir disso." Embora a homenagem deles a Layne não tenha sido incluída no álbum "Death Magnetic", ela foi mais tarde lançada no EP "Beyond Magnetic".
                                                                                 



06 - "Bargain Basement Howard Hughes" - Jerry Cantrell
 
Embora nunca tenha sido confirmado diretamente, essa faixa do "Degradation Trip" parece uma menção aberta de Jerry Cantrell a Layne por alguns motivos. Especificamente, o verso "Your life I belittle / Dignity I'd steal / Now I know how it feels." (Sua vida eu desprezo / A dignidade eu roubaria / Agora eu sei como é isso." Embora o álbum tenha sido lançado alguns meses após a morte de Staley, ele foi composto e gravado bem antes.
 



  05 - "Layne" - Staind

Não há dúvidas que o AIC inspirou um número de bandas pós-grunge, e você pode pôr o Staind nessa categoria. No dia em que Layne Staley daria seu último suspiro, o vocalista do Staind, Aaron Lewis testemunhou o nascimento de sua filha Zoe Jane. 5 de abril de 2002 se tornou a data que, a partir de
então, misturaria sentimentos em Lewis. A influência que

 o falecido vocalista tinha sobre Lewis nunca ficou mais clara que nessa faixa "Staleystica".


04 - "Died" - Alice in Chains

Embora ela não tenha sido na verdade escrita sobre Staley, na real ele escreveu a letra. É digna de nota no que diz respeito a ser a última música que ele gravou com a banda. Foi dito que essa faixa foi inspirada na morte da namorada de Layne, em 1996. Muitos acreditam que Staley nunca mais se recuperou da perda e isso só contribuiu para seu declínio. Enquanto a letra é sobre a perda pessoal de Layne, ela se torna estranhamente autobiográfica após sua morte - assim como "Nutshell" e outras tantas músicas do AIC.

 




03 - "4/20/02" - Pearl Jam

Incluída como faixa escondida no disco de raridades do Pearl Jam "Lost Dogs", essa música começa tocando aos 4 minutos e 20 segundos após "Bee Girl", a última faixa do disco, parar de tocar. Eddie Vedder a gravou com uma guitarra afinada como ukelele no dia em que ouviu a notícia da morte de seu velho amigo. O AIC e o PJ (então chamado Mookie Blaylock) frequentemente faziam shows juntos no início e os membros das duas bandas permaneceram amigos com o passar dos anos. Você consegue ouvir a dor da voz de Vedder quando ele alerta sobre o terror do vício - "It could be you" ("poderia ser você") - e dispara contra todos imitadores de Layne - "So sing just like him / fuckers / It Won't offend him / just me / because he's dead." ("Então cantem como ele / filhos da mãe / Isso não vai ofendê-lo / só a mim / porque ele está morto"). É uma música que realmente parte o coração.

02 - "Wake up" - Mad Season

Essa música do projeto paralelo de Staley, Mad Season, soa quase como se ele estivesse alertando a si mesmo dos problemas que enfrentaria à frente - se forçando a "acordar" (Wake up) e se advertindo   "suicídio lento não é o caminho" (slow suicide's no way to go). Infelizmente, ele nunca conseguiu seguir seu próprio conselho dado nessa lindamente triste canção.

 



 01 - "Black Gives Way To Blue" - Alice in Chains

Facilmente, a música mais comovente, marcante e linda inspirada pela vida de Layne foi escrita pelo seu colega de banda e amigo de londa data, Jerry Cantrell.

"Black Gives Way To Blue" foi utilizada como faixa-título do álbum de retorno dos membros remanescentes do AIC, em 2009. Jerry até recrutou Elton John para tocar piano na emocionantemente carregada despedida. O guitarrista sempre teve um jeito de compor da perspectiva de Layne de um modo infelizmente profético. Essa música foi a primeira retrospectiva que ele escreveu sobre Layne, e talvez a música mais poderosa que ele já compôs em sua carreira.
















sábado, 5 de abril de 2014

Especial Pink Floyd



MAR – Movimento Amapá Rock celebra a segunda edição do ESPECIAL DOS DEUSES, homenageando umas das maiores bandas do planeta PINK FLOYD executada pela banda Macapaense ECCHOES comemorando 3 anos de PINK FLOYD COVER no Amapá. Em 3 horas de show ao vivo os fãs de PF irão poder se emocionar com músicas de álbuns consagrados mundialmente como: Dark Side Of The Moon, Animals, The wall e muitos outros!!! Curta, divirta-se, nesse ESPECIAL ninguém pode ficar de fora! Compre ingresso antecipado! MAR - MOVIMENTO AMAPÁ ROCK, Quem se mexe faz parte do movimento!

Ingressos: R$ 25,00 (PISTA/ ANTECIPADO ); R$ 30,00 (VIP/ ANTECIPADO)
 Local: Country Beer

Cerimonial Fest


Acontece hoje 05/04 o tradicional evento, "Cerimonial Fest", organizado por Romerito Miranda
 Ingressos à 10,00 reais nos ponto de venda (Base Skateshop) e na hora 15, 00 reais.

Bandas e Horário de Apresentação:

 -21:OO RESTOS CARNAIS - (AP) PORN/GORE
-21:45 SANGRIA -(AP) CROSSOVER
-22:30 MENTE SUICIDA -(PA) THRASH METAL
-23:15 VISCERAL SLAUGHTER -(AP) DEATH/GRIND
-00:00 RETALIATORY -(PA) THRASH/DEATH METAL

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Liberdade no Caos





DIA: 4 de abril (hoje)
HORA: Às 19h
LOCAL: Espaço Caos - Arte e Cultura (AV. Procópio Rola. 1572. Entre Manuel Eudóxo e Prof. Tostes. Próximo ao Polo II da UEAP)
ENTRADA: R$3,00

COM AS BANDAS:

+ NOVA ORDEM
+ SISLOP ROCK
+ EU, TU E JONHY (Especial Nirvana)
+ SISTEMA FEUDAL

DISCOTECAGEM:

+ DJ TALISON HELDEN

ÁREA DE GAMES
SORTEIO DE RIFA
VENDA DE PRODUTOS, BEBIDAS E LANCHES

Obs.: Toda a renda da festa será utilizada na construção do Estúdio do Liberdade ao Rock no Caos, que vai oferecer um espaço barato e de qualidade para ensaio das bandas independentes do estado.


Evento no Facebook: link

sexta-feira, 21 de março de 2014

Northern Force Fest

       
   
    Um breve aquecimento para o 4º Amapá Metal Festival, com 5 bandas que são fortes candidatas a estarem no palco no evento que ocorrerá em Julho. Nesse Sábado, dia 22 de Março!

Entrada: 5,00 reais.

Local: Centro de Difusão Cultural João Batista de Azevedo Picanço

terça-feira, 18 de março de 2014

Uma Noite de Vinil & Rock N' Roll - A festa do FIM!


Texto: Divulgação do evento

DIA: 21 de março (sexta-feira)
HORA: Às 19h
LOCAL: Espaço Caos - Arte e Cultura (AV. Procópio Rola. 1572. Entre Manuel Eudóxo e Prof. Tostes. Próximo ao Polo II da UEAP)
ENTRADA: R$3,00

Ao som de:
+ NOVOS & USADOS
+ BEATLE JORGE
+ O SÓSIA
+ PATRÍCIA ANDRADE (Discotecando no saudoso vinil)
+ KARAOKÊ

sexta-feira, 14 de março de 2014

Domingo na Casa

Texto: divulgação

Neste domingo, Hoje!! A Casa Fora do Eixo Amapá realizará mais uma edição do "Domingo na Casa". A programação inicia às 16h, com o artista de rua argentino Achito, apresentando seu workshop de bolas e malabarismo. O show fica por conta das bandas: Novos & Usados e Trapos e Cometas, e contará com surpresas durante o intervalo das apresentações.


TACAGADOMETALFEST


Evento da Rataria Produções, com as bandas: Damnation, MorrigaM, Hammer , Carnnyvale, Restos Carnais e Visceral Slaughter, a partir das 19 Horas no Buzão Estação Locoreggae
Entrada: 10 Contos
Apoio: Zombie Produções e Locoreggae Promoções e Eventos


1ª edição de 2014 do Liberdade ao Rock



Texto: Divulgação do Movimento

Neste Sabado,  15 de Março acontece a 1ª edição de 2014 do Liberdade ao Rock, que vai reunir 10 bandas locais, entre veteranas e iniciantes, à partir das 17h na Praça da Bandeira.

O Movimento Cultural Liberdade ao Rock surgiu no dia 11 de outubro de 2008 visando facilitar o acesso das bandas independentes ao público. Hoje o movimento possui um público cativo que a cada edição cresce e faz lotar a Praça da Bandeira, local escolhido para sediar todos os eventos organizados pelo mesmo.

Com uma estrutura mais organizada, o Movimento atualmente conta com as parcerias do Governo do Estado do Amapá (GEA), Espaço Caos – Arte e Cultura, Blog Eu Sou do Norte, Blog Tribos AP e Na Base Skateshop.

DIA: 15 de março
HORA: A partir das 17h
LOCAL: Praça da Bandeira

quinta-feira, 13 de março de 2014

Undergrind - 2º Round traz banda Vjölenza direto de Icoaraci - Belém (PA)




  


Texto: Camila Karina Ferreira

A Zombie Produções em parceria com o Coletivo AP Quadrinhos realiza no próximo dia 29 de março, o Undergrind – 2º Round, e traz como headline a banda Vjölenza que aterrissa em Macapá pela segunda vez, pra representar Icoaraci- Belém (PA) com o seu Fastcore /Power Violence tipo “soco no estômago”. A barulheira acontece às 18h, no Espaço Caos, localizado na Av. Procópio Rola, 1572 - Entre Prof. Tostes e Manuel Eudóxio.
As bandas que representarão a cena local prometem muito mosh pit e "bangeadas". O line up local traz a volta da banda Hammer com nova formação, destroçando tudo com seu Thrash/Death peso pesado. Também rolará a estreia da banda Rincha, com letras de protesto aliadas a voracidade do Crossover, dá-lhe porrada nos ouvidos. Já a banda Visceral Slaughter mata a sede de barulho com seu Death Metal literalmente visceral e esmagador.
Os ingressos estão à venda na loja Na Base Skateshop, no valor de R$ 10,00. Os 50 primeiros ingressos tem direito a um CD Eternal Fire Compilation Vol. 01.
Bandas: - Vjölenza (PA) - Fastcore / Power Violence - Visceral Slaughter (AP) - Death Metal - Hammer (AP) - Thrash / Death Metal - RinCha HC (AP) – Crossover

 Serviço:
Quando? 29 de Março (Sábado)
Hora? 18h
Quanto?  R$10
Onde? Espaço CAOS - Arte e Cultura (AV. Procópio Rola, 1572 - Entre Prof. Tostes e Manuel Eudóxio)

 O Blog ANACOLITICO estará presente na cobertura colaborativa do evento com fotos e resenha! Vamos lá!  :)





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