sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Tina Weymouth





Aproveitando que hoje a Tina está completandos seus bem vividos, 63 anos, o blog deixa sua homenagem  compartilhando com vocês,  a história de um dos grandes icones feminino do punk. Nascida em  Coronado, Califórnia, Estados Unidos, Tina participou de algumas bem sucedidas bandas como: Talking Heads, Tom Tom Club e Gorillaz. Falar sobre a vida dela pessoal é quase impossivel, já que não tem quase nada na internet ou em livros pra ser explorado, mas sobre sua musicalidade não falta assunto, no filme CBGB com estreia nos próximos meses, tem alguma coisa sobre ela. Vamos esperar.

Confesso que conheci a Tina através do Tom Tom Club, há alguns anos quando ganhei um dvd com vários videos punk 77, e  no final tinha o Tom Tom Club, particularmente não curti esse trabalho dela, massss, vamos a história da Tina por partes, ou melhor, por banda:





 *Talking Heads


David Byrne, Chris Frantz e Tina Weymouth eram estudantes de desenho, na Rhode Island School. Os três tinham  algo em comum que era a musica/arte.  Byrne foi o primeiro a se arriscar no meio musical, com uma banda chamada Revelation.

Em Rhode Island, David conheceu o baterista Chris Frantz e juntos formaram a banda The Artistics, ou maldosamente chamada de  "The Autistics", que tocava basicamente covers, embora David já tivesse escrito algumas canções, entre elas "Psycho Killer", "I'm Not In Love" e "Warning Sign" sucesso posteriores.

Uma das maiores fãs do grupo The Artistics, era Tina (logicamente) então namorada de Frantz. O The Artistics não teve notoriedade e se dissolve em 1974 e os três pensam em montar uma banda nova, juntos. Tina resolveu adotar o baixo e o trio se muda para o Lower East Side, em Nova York e mudou o nome da banda para Talking Heads.


 

A primeira grande apresentação da banda foi a abertura de um show dos Ramones no lendário “CBGB's Club”, em Nova Iorque.  Como toda banda novata, os três passavam horas ensaiando e escrevendo novas canções, quase todas de Byrne.  O som deles era muito diferente dos demais grupos ligados ao CBGB: não era tão visceral quanto os Ramones, nem tão técnico quanto o Television. Também não havia uma musa nos vocais, como Debbie Harry ou alguém do carisma e poesia como a Patti Smith. Mas o Talking Heads foi uma banda chave dentro da cena New Wave e punk em asceção, e ganhou notoriedade por fundir o rock com inúmeros ritmos, inclusive os africanos.


Os Talking Heads não eram nem grandes músicos, mas possuíam algumas características interessantes, como a maneira de David Byrne cantar, as letras extremamente inteligentes e uma mulher como instrumentista e não cantora, novidade para a época que depois foi seguida a risca uma tradição de mulheres baixistas ao longo dos anos 80 e dos anos 90, nem precisa ir longe pra lembrar de alguma baixista feminina.
 
 
 

Tina foi considera a melhor baixista do mundo, eleita pela revista Bass Play, por sua criatividade e olhar psicopata em "Psycho Killer".
 
Sobre a época Byrne diz: "nossas músicas eram estranhas para boa parte das pessoas e acho que fomos a última banda do CBGB a assinar um contrato. Quando entramos em estúdio, Blondie já era famoso e Debbie era uma nova Marylin Monroe, Patti Smith, tinha virado a grande poetisa moderna; o Television era idolatrado pelas 'guitarras gêmeas' e os Ramones foram uma das grandes influências para os grupos punks londrinos. Foi um período frustrante para mim, porque achei que jamais teríamos uma chance de verdade, embora estivéssemos trabalhando duro e com boas composições."

 


Logo o grupo faz uma demo com "Psycho Killer", "'First Week, Last Week/Carefree" e "Artists Only" para Beserkeley Records, que se transformaria em um dos discos piratas mais famosos do grupo nos anos 80. Após a gravação do compacto o grupo ganhou um quarto integrante: o guitarrista e tecladista Jeremiah Griffin Harrison, que já tinha feito parte do grupo Modern Lovers. Com a formação fechada, o grupo começa a gravação do primeiro LP, em abril de 1977. As gravações para o primeiro LP foram um pesadelo, especialmente para Byrne, que quase desistiu de tudo.

Extremamente habilidoso em fazer contatos, Byrne tinha feito uma grande amizade com John Cale, ex-Velvet Underground e deixava que ele fosse o produtor do primeiro LP, Byrne não queria apenas ser uma banda de rock, queria ir além do que as outras bandas faziam. As gravações duraram mais de três meses, até julho, quando o grupo parte para uma primeira excursão para a Inglaterra. E, finalmente, em setembro de 1977, é editado o primeiro LP, Talking Heads: 77. O grupo mostrava um grande talento, especialmente nas peculiares letras de Byrne. Ao longos dos anos, porém, o álbum se tornaria um clássico e uma das melhores estréias da década de 1970.



Logo após o lançamento, a banda ia novamente a Europa. E foi nessa viagem que conheceram o gênio, Brian Eno ( ex-Roxy Music). Eno junto com David Bowie, que na época eram extremamente unidos, assistiram o show do Talking Heads, em Londres e logo se interessaram pela proposta da banda.

Bowie e Byrne logo começaram uma amizade, embora sem participações em discos. Com Brian Eno, "o produtor",  Byrne começou a explorar novos horizontes musicais, como o country, o soul, o funk, reggae e até o punk. No começo tudo era muita felicidade, por terem encontrado um produtor que entendia as idéias, e era diferente dos primeiros produtores que trabalharam com a banda. Além de produzir, Eno tocou guitarra, piano, sintetizadores e percussão e deu várias idéias nas letras, embora Byrne não gostasse de interferência neste campo. Foi nesse clima que nasceu 'More Songs About Building And Food'.



Sobre o titulo do album, Tina disse: "estávamos gravando o disco e tivemos uma discussão idiota sobre qual título deveríamos dar. Me lembro que eu disse 'como chamaremos um disco que só fala de construções e comida?'. Foi quando Chris virou e disse 'por que não o chamamos então de More Songs About Building And Food?'"

Lançado em 14 de julho de 1978, More Songs About Building And Food fez mais sucesso que o anterior, mas não o suficiente paraficar no Top 20. O disco abriu novas possibilidades para os Talking Heads e Brian Eno parecia ser o parceiro ideal para o quarteto. Uma decisão que começaria a ser repensada a partir do próximo trabalho.



Com o passar do tempo, a banda cada vez mais passou a ficar em segundo plano, sob os pés do líder David Byrne. Após um espaço de 3 anos sem gravações e shows foi dada a “sentença definitiva”. No dia 2 de dezembro de 1991, David Byrne anunciou o fim do grupo Talking Heads durante uma entrevista no Los Angeles Times.  A banda ainda é referencia para muitas bandas atuais como Arcade Fire e The Killers.








O Tom Tom Club  foi uma banda de New Wave com influências de reggae, musica latina e black music, formada em 1981, como um projeto paralelo de David Byrne, Tina Weymouth e Chris Frantz ( ambos do Talking Heads). Embora nascesse como um projeto paralelo à banda experimentou um relativo sucesso comercial, especialmente no início do grupo, com o lançamento do primeiro Lp.  O Tom Tom Club seguiu uma linha mais comercial que o Talking Heads, e mesmo assim, obteve pouco sucesso ao longo da carreira, com destaque apenas no inicio, a banda sempre fez invervalos longo a cada disco, intevalos de até 10 anos.


Porém é creditado ao Tom Tom Club a criação de um dos primeiros raps da história, um dos responsáveis pela expansão do gênero na década de 80. O  ultimo disco do TTC foi o  “Downtown Rockers” de 2012, onde a faixa título é uma homenagem a música pop e rock dos anos 70 feita em Nova York e cita o nome de várias bandas conhecidas. O videoclipe inclusive traz a participação de personagens como Debbie Harry (do Blondie) e Richard Hell (The Voidoids).

Tina ainda é casada com Chris Frantz, estão casados desde 1977 e tiveram dois filhos: Egan e Robin. Além do Tom Tom Club. Tina gravou canções para o grupo Gorillaz.





Fonte:  http://blogdojuniorr.blogspot.com.br



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