domingo, 17 de março de 2013

A Verdadeira Ética e a Ética Normativa

Foucault

 Esse texto é baseado no meu entendimento e opinião tirada depois de ler "Ética e política em Michel Foucault" do escritor Cesar candiotto. Escrevi esse artigo no fim do semestre passado em uma avaliação final de "Ética II" do curso de Licenciatura em Filosofia, na Universidade do Estado do Amapá. 

Infelizmente esse ano não estudarei mais Ética, uma das minhas disciplinas preferidas, o que me deixará com saudades, mas com certeza, em um futuro depois da academia, vou trilha ainda esse caminho e esse  assunto que muito me fascina. Minha nota com esse texto foi de 9,00 pontos o que muito me orgulhou em se tratando de um texto e do pensamento de Michel Foucault. 

Postarei mais alguns texto, em breve sobre a totalização do ser, virtudes e valores e outras coisa que muito gostei de conhecer e aprender em 2012, como a filosofia de Levinas, baseada no "NÃO MATARÁS" e de Hanna Arendt, uma das pensadoras interessante do mundo da filosofia. Vamos ao texto!

 
O sujeito ético, investigado e depois proposto por Michel Foucault é um sujeito diferenciado dos sujeitos propostos nas éticas "clássicas" e que estamos acostumados a ver na sociedade. Como  exemplo de um sujeito que segue a ética clássica, temos; a pessoa que acha uma mala de dinheiro em um aeroporto  e devolve ao dono o que lhe é de direito. Nota-se que nem sempre a atitude de uma pessoa perante a sociedade é aquilo que ela realmente quer. Como por exemplo, essa pessoa foi educada e criada em uma sociedade que lhe diz que ela é "obrigada" a devolver o que não é seu.


Pra sociedade, caso ela se aposse dos bens de outra pessoa ela será vista como alguém imoral.

As pessoas normalmente buscam ser éticas e isso nem sempre é algo espontâneo dela mesma, mais uma norma de como deve ser a pessoa ideal, valores aprendidos nas instituições de ensino que modelam esse sujeito ao longo dos anos e de acordo com a sociedade que ele vive, ou seja a pessoa aprende na escola como deve ser e como deve agir no mundo, mesmo que esse sujeito não possua  a substância necessária do sujeito ético, proposto na ética de Foucault, ela deve seguir essas normas de convívio na sociedade moderna. 

Qual é esse sujeito ético de Foucault?

Um sujeito que antes de governar o povo, governe a si mesmo é a proposta do filosofo, esse sujeito deve ter pleno governo de si mesmo, antes de governar os outros ou ter esse desejo. 

Entrando em um contexto sobre a politica nacional, vemos que nossos deputados, governadores e até mesmo o antigo presidente da republica Lula, não possuem esse requisito ou a característica do sujeito ético ideal ou da ética "verdadeira".


Os casos de corrupção são alarmantes a cada ano, essas pessoas agem em feito de seu próprio bem e em vantagens  para si e seus próximos. Essa não é uma situação de governamentalidade (governar a si, antes de governar os outros), mas de totalitarismo (impor suas normas e poder sobre o outro a qualquer custo) de tirar vantagens  e exercer poder totalizante sobre o outro de forma imposta.

O sujeito ético de Foucault,  luta contra sua "liberdade" e seus desejos de governar os outros, esse desejo surge desde quando nós somos inseridos na sociedade humana, os políticos brasileiros em sua maioria entram nesse meio politico, visando seu benefício, carreira e o poder sobre os outros, e muito não possuem um conhecimento prévio de politica, ética, ou mesmo estudos. A verdadeira ética é aquela que surge sem ser pensada, idealizada.

A Politica está cheia de pessoas não preparadas e que mesmo com conhecimento e estudo, ainda assim seguem normalmente a ética "clássica". Fazem o bem, como exemplo mais comum; uma construção de uma escola ou reforma de hospital público, visando o poder que podem exercer no futuro em troca daquele "favor" ao povo governado, vemos que isso não é feito por bondade ou por dever politico ou mesmo a vontade.


Casos de corrupção de políticos de boa reputação está pipocando na mídia o tempo todo, bons pais de família que quando ninguém está olhando desviam alguns milhões dos cofres públicos.

A ética verdadeira que se ler em Foucault, não é essa ética de "como ser", normas de vivência, mas uma ética própria de cada pessoa, de si pra consigo, fazer o que se acha certo sem que isso seja objeto de triunfo, a pessoa melhora o seu redor não porque vai ser bem visto, mas porque deseja essa mudança para si mesmo.


Os governantes deviam governar pelo pleno prazer de melhorar a sua cidade e a sáude e vida das pessoas, assim com a sociedade devia viver e agir para melhorar a sua casa, sua relação e seu ambiente de convivio.


Um comentário:

  1. Ótimo assunto, Josi! O que eu acho mais bacana no conceito de ética (aliada a uma atitude crítica à governamentalidade) em Foucault é que o autor desloca a responsabilidade exclusiva das desgraças políticas e sociais atribuídas ao Poder, com "P" maiúsculo, dando possibilidade de tomadas de decisão e atitudes a cada um daqueles que compõem a sociedade (desde baixo). Assim, a ética se torna essencialmente um ato político sobretudo transformador, pois não é simplesmente uma adequação ao conjunto de normais morais (como na ética clássica).

    Valeu pelo texto, abraços!

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