sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Belo Monte: Progresso a Qualquer Custo


“Belo Monte compromete, de maneira irreversível, a possibilidade das gerações presentes e futuras de atenderem suas próprias necessidades.

Apesar de ser um debate novo no judiciário brasileiro, o direito da natureza e das gerações futuras é objeto de pelo menos 14 convenções e tratados internacionais, todos ratificados pelo Brasil, além de estar presente na Constituição Federal"     
                                                                                     Procurador da República do Estado do Pará.


um das muitas manifesta anti Belo Monte
Parece mentira , mas nossos governantes mostram cada vez menos o respeito a vida e a natureza, muito menos aos indígenas que desde antigamente, tem suas terras surrupiadas pelos branco, e isso ainda hoje acontece, um exemplo claro é a Usina de Belo Monte.

A partir de 2010, Belo Monte tornou-se um assunto frequentes em debates sobre o meio ambiente, apesar da desaprovação social começar há mais de duas décadas, um projeto gigantesco, pensado ainda durante a ditadura militar na década de 70, que é uma hidrelétrica, com capacidade de geração de até 11,2 mil MW no meio da Amazônia.

Foram eles que fizeram os primeiros inventários sobre o aproveitamento energético da região do Xingu.

Apelidaram o projeto de Kararaô, uma forma sarcástica de chamar às populações indígenas que seriam atingidas pela inundação causa pela usina.

Na década de 80, durante o governo de  Sarney, virou projeto, e desde o governo Lula, integra as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Movimentos sociais e instituições públicas, populações indígenas e ribeirinhas além de organizações não-governamentais passaram a manifestar seu repudio e aversão, sobre a construção.

Vídeos, passeatas, manifestações, movimentos de protesto surgiram, mas nada foi capaz de conter o início das obras em junho de 2011.

As obras da usina hidrelétrica de Belo Monte iniciaram e trouxeram à tona velhos e novos questionamentos.
 
De acordo com o procurador, Belo Monte “viola o direito da natureza”

 “Neste século, a humanidade caminha para o reconhecimento da natureza como sujeito de direitos. A visão antropocêntrica utilitária está superada. Significa que os humanos não podem mais submeter a natureza à exploração ilimitada”.
A cidade de Altamira já sofre todos os impactos negativos que se esperava, sem que os positivos estejam visíveis.

O fluxo migratório aumentou e, isto já causou alteração nos índices de violência, com destaque para os crimes de violência sexual contra menores.

Belo Monte Marca um momento em que o governo brasileiro simplesmente nega que exista aproveitamento de recursos hídricos de áreas indígenas, argumentando que as áreas não serão alagadas.

Talvez, mas danos como o esvaziamento, com a redução drástica do volume de água, com o impedimento do uso do rio como meio de locomoção,  levara a extinção de diversas espécies de peixes,  aves e quelônios, a provável destruição da floresta aluvial e a explosão do número de insetos vetores de doenças.

A usina, de acordo com todos os documentos técnicos produzidos, pelo Ibama, pelas empreiteiras responsáveis e por Estudos pela Funai, vai causar a morte de parte considerável da biodiversidade na região da Volta Grande do Xingu, trecho de 100km do rio que terá a vazão drasticamente reduzida para alimentar as turbinas da hidrelétrica.
 

Concretamente, o que temos é o desprezo ao debate com as comunidades indígenas, o descumprimento direto da Constituição Federal e das obrigações internacionais assumidas pelo Brasil.

Diversas ações civis públicas apontam falhas distintas, em momentos distintos de todo este processo de licenciamento e início de construção da Usina de Belo Monte e podem, se forem julgadas, vir a determinar a paralisação das obras.

Esta é uma hipótese, pois, a situação, fica cada vez mais delicada, ante a demora no julgamento dos processos, e a paralisação ocorra no  momento em que os danos sejam ainda maiores.


“É inacreditável que tudo isso vai desaparecer. É muito triste.”

 O turista e wakesurfista Nick Taylor sobre a área que será devastada pela usina.


Como na Canção do Cólera " deixe a terra em paz", a Amazônia, já foi bastante roubada e destruida, Abaixo Belo Monte!




Fonte:

www.istoedinheiro.com.br
www.cimi.org.br
 http://gooutside.uol.com.br

Um comentário:

  1. Com certeza esta tinha que ser uma obra herdada da Ditadura Militar, destruidora e ambiciosa, assim como aquela época foi para o Brasil. Na verdade durante alguns dias estive pensando sobre a presidência de Sarney, e é óbvio que ele é a continuação da Ditadura, disfarçada, mas viva. Empobrecendo pessoas, aniquilando a intelectualidade dos jovens, destruindo a natureza, e cometendo muitas outras bárbaries. Bando de maçons cretinos! Realmente sinto muito por tudo o que ocorre com os índios e a natureza, tudo isso é parte de mim, e como brasileiro mestiço não posso negar minha insatisfação.

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