terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Da calma veio o Caos-Parte IV: Declínio e Pós-Grunge


Essa é altima parte da série sobre Grunge, o fim da popularidade da cena musical grunge e extinção de algumas bandas de vital importância.

A popularidade que o grunge atingiu nas grandes massas teve basicamente  o período de 1991 a 1994.

Como na industria fonográfica tudo é passageiro e logo substituído, não foi diferente com o maior movimento musical da história da musica, o Grunge.
Apartir  de 1994 as coisas começam a decair e nunca mais ganhar animo, como quando "Nevermind" foi lançado.

Muitos artistas grunge estavam desconfortáveis com o seu sucesso e da exagerada atenção que recebiam.

Kurt Cobain, do Nirvana, contou a Michael Azerrad: "Famoso é a última coisa que eu queria ser."

O Pearl Jam também sentiu o peso do sucesso, com muita atenção caindo sobre o vocalista Eddie Vedder.

O álbum seguinte do Nirvana, "In Utero" de 1993, foi um álbum intencionalmente abrasivo e menos comercial, voltando um pouco as origens do som da banda em "Bleach", um som mais cru. 

O baixista do Nirvana, Krist Novoselic, descreveu como um "som selvagem agressivo, um verdadeiro álbum alternativo."

No entanto, logo após seu lançamento em setembro de 1993, o "In Utero" liderou as paradas da Billboard.

O álbum vendeu um recorde de 950,378 cópias em sua primeira semana de lançamento e superou todas as outras entradas no top dez daquela semana.

O Pearl Jam continuou a desempenhar bem comercialmente com seu segundo álbum, Vs.  de 1993.

Porém no auge do sucesso morre o ícone da musica grunge, e com ele o inicio da queda do grunge se inicia, de fato não se pode dizer que foi apenas isso que deu origem ao problema , mas uma dezena de fatores, envolvendo todos os grupos grunge e o mercado, porém ai se inicia o declinio grunge.

Kurt Cobain, rotulado pela Time como "o John Lennon do oscilante noroeste", apareceu em uma matéria "extraordinariamente torturado pelo sucesso" e lutava contra um vício em heroína e a constante perseguição da mídia.

Os rumores surgiram no início de 1994, de que Cobain tinha sofrido uma overdose de drogas e que o Nirvana estava se rompendo.

Alice in chains

No dia 8 de abril de 1994, Cobain foi encontrado morto em sua casa em Seattle com um ferimento à bala, vitima de suicídio; o Nirvana sumariamente foi desfeito em meio tragico. Fazendo daquele ano de 1994 um ano cinza na história da musica.

Em 1996, o Alice in Chains fez as suas últimas apresentações com o seu vocalista, Layne Staley, que posteriormente morreu de uma overdose de heroína em 2002, encontrado depois de dias, em seu apartamento que vivia sozinho e possivelmente em depressão.

Outro fator foi os problemas na turnê do Pearl Jam, que cancelou sua turnê de verão em protesto contra a empresa Ticketmaster, que havia encarecido os ingressos de seus concertos.O grunge começou a perder a popularidade.
Muitos acreditam que o grunge efetivamente acabou junto com Kurt Cobain, em Abril de 1994, afinal a perda deixou um vacuo e tristeza nos que amavam e ouviam o grunge.

Assim como a morte de Sid Vicious marcou o fim da era punk dos anos 70, a morte de Kurt serviu de marco histórico para o fim do sonho grunge.

Mesmo com a perda do front-man do Nirvana, a musica grunge tentou sobreviver como pode.

O mercado fonográfico continuava a bater na tecla de torna o grunge mais POP.

Muitas bandas grunge se recusaram a cooperar com gravadoras em compor músicas mais "pop", mais "mainstream", que pudessem ser tocadas em rádios de modo que não só os admiradores do grunge gostassem, mas a população geral que consumia musica, em especial hits.

Contudo, os selos encontraram novas bandas que aceitaram fazê-lo mais pop, embora estas bandas acabassem por criar um som "mutilado", que não condizia com a história do estilo e nem com o gosto dos fãs de longa data, criando uma outra linha musical, chamada de "pós-grunge", já que não se podia definir um nome ainda, por ser recente, além de que usava algumas caracteristicas para parecer o Grunge.



O próprio Nirvana não gostava de se juntar ao Pearl Jam ou ao Alice in Chains para não sustentar a "moda grunge" e fazer apenas sucesso comercial, preferindo optar por bandas mais underground e mais de acordo com o gosto dos integrantes, banda como o Meat Puppets, Vaselines e Pixies.Tanto que se criou um rixa entre o Nirvana e o Pearl Jam.


Com todos estes acontecimentos, o grunge continuava seu caminho, um declínio geral nas vendas fonográficas em 1996 pode ter levado os selos a procurarem novos e diferentes gêneros musicais, já que o grunge não era mais o mesmo.

Outro fator que pode ter levado ao declínio da popularidade do grunge que foi como citei lá atrás, o advento do sub-gênero do grunge, conhecido como "pós-grunge".

O pós-grunge é o nome dado a bandas que trazem grande influências das bandas que se destacaram no movimento grunge.

Este sub-gênero é tido como uma imposição de executivos de gravadoras que queriam vender uma variação do grunge que teria sucesso comercial com um público menos específico, como resultado de uma aproximação da música pop.

Ao passo que algumas dessas bandas, como Silverchair e Bush, mudaram seu som e foram capazes de conseguir sucesso global, muitos fanáticos pelo grunge "original" denunciaram bandas "pós-grunge" como sendo "mercenárias" e "comerciais", e convenhamos banda que muda só para vender realmente não merece muito respeito, ainda mais em questão de Grunge, onde seus principais criadores e feitores faziam por prazer e de forma a aversão ao mercado fonográfico puramente comercial.

 Até mesmo as bandas de pós-grunge comercialmente bem-sucedidas sofreram este tipo de acusação, o que lhes causou, majoritariamente, períodos de sucesso apenas breves, ao contrário das bandas que criaram e fizeram o gênero.

 À medida que o grunge começou a ser menos notório no cenário musical, as chamadas bandas pós-grunge – como Creed e Days of the New,  também começaram a receber muitas críticas negativas dos fãs remanescestes, por serem uma versão reciclada e moldada do Grunge.

Bandas como Hog Molly, The Vines, Weezer e o Radiohead também receberam esse nome de "pós-grunge", o que significa que nem tudo o que se encaixa nesse sub-gênero pode ser considerado meramente comercial.
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 No entanto alguns vêem o surgimento do pós-grunge como um passo natural para um estilo que, devido a iminente decadência comercial, fez com que as grandes gravadoras procurassem outros nichos de mercado que vendesse e fosse agradar a maioria dos consumidores de musica.

Enquanto o gênero musical principal das paradas do inicio dos anos 90 "era passado" no fim da década. Apesar dos pesares, o grunge permaneceu na cena musical por alguns anos, embora com pouca popularidade, continuou relutando e existindo e as bandas perdendo cada vez mais a visibildade na mídia.

Durante a segunda metade da década de 1990, o grunge foi suplantado pelo post-grunge, que permaneceu viável comercialmente no início do século 21.

As bandas de post-grunge como Candlebox e Bush, surgiram logo após a morte de Kurt Cobain.

Esses artistas não tinham as raízes underground do grunge e foram fortemente influenciados pelo o que o grunge tinha se tornado, ou seja, "uma forma popular de introspéctiva, rock sério de mentalidade difícil."

O post-grunge era um gênero comercialmente mais viável por suavizar as guitarras distorcidas do grunge com uma produção mais polida, preparada para o rádio.

Por outro lado, outro gênero do rock alternativo, o britpop, surgiu em parte como uma reação contra o domínio do grunge no Reino Unido.

Em contraste com a dureza do grunge, o britpop foi definido pela "exuberância da juventude e desejo de reconhecimento."

Os artistas do britpop foram as vozes ativas, sobre o seu desprezo com o grunge.


Em uma entrevista de 1993, Damon Albarn da banda Blur, concordou com a afirmação do entrevistador John Harris que o Blur era uma "banda anti-grunge" e disse: "Bem, isso é bom. Se o punk era sobre como se livrar dos hippies, então eu estou me livrando do grunge."

Noel Gallagher do Oasis, enquanto um fã do Nirvana, escreveu músicas que refutaram a natureza pessimista do grunge.

Gallagher observou em 2006 que o single do Oasis "Live Forever" de 1994, " foi escrito em meados do grunge e tudo mais, e eu me lembro que o Nirvana tinha uma canção chamada 'I Hate Myself and I Want to Die,' e eu gostava … 'Bem, eu não estou fazendo essa porra.' Por mais que eu goste dele(referindo-se a Cobain) e toda essa merda (O grunge), eu não estou fazendo isso.
Eu não posso ter pessoas como que vindo para cá, na heroína, dizendo que eles se odeiam e querem morrer.
Isso é uma merda de lixo."



Muitas bandas continuaram gravando e fazendo turnês, com sucesso mais restrito e até agradavél para tais bandas, como por exemplo o Pearl Jam que no ano de 2010 voltou ao topo das paradas com um revival grunge, passando até mesmo no Brasil.

Apesar de a maioria das bandas grunge ter se separado ou desaparecido no final da década de 1990, a sua influência continua a afetar o rock moderno e atual.

Conseguiram deixam uma herança filosófica ao misturar ideais punks e hippies, com um som sujo e pesado, Heavy Metal algumas vezes.

Ideias questionadas pelos jovens também de hoje como: os valores da sociedade atual, o consumismo exagerado e a beleza superficial, portanto muitos jovens desta decada ainda se espelham nos jovens lá de trás não se importam tanto com a própria aparência e adotam um jeito largado e despreocupado de ser, trajar roupas velhas e sujas, calças rasgadas e  o velho e confortável All Star.

 Era esse o modo como se apresentavam os jovens no início da década de 1990, sendo esta a imagem que até hoje associa-se ao movimento e aos amantes do grunge.

A indústria da moda marcada como "moda grunge" aos consumidores,mesmo nos anos 90 e hoje, cobra preços mais altos para itens como bonés de esqui de malha, e as comuns, em qualquer loja camisa de flanela.

Os críticos afirmaram que a publicidade era cooptar elementos do grunge e transformá-los em um modismo.

Atual disco do Foo Fighters com um somque remete aogrunge de 90
A Entertainment Weekly comentou em um artigo de 1993: "Não houve esse tipo de exploração de uma subcultura desde a mídia descobrir os hippies na década de 60".

Mas não é necessário estar a caráter de algum estilo para segui-lo ou ama-ló, as vezes uma pessoa como vejo e conheço muitos por ai, nem se veste de maneira grunge, mas o coração a alma tem a pura filosofia grunge, como já diz a antiga frase: " grunge não é moda, é alma, é espirito".

Citações sobre este curto e reservado fenômeno cultural dos anos 1990 explicam: Muitas pessoas acham respostas na religião, outras nas pessoas em volta… O grunge achava na música.

Quando bandas como o Nirvana passaram a ser muito populares e no topo do mainstream, muitos fãs inclusive largaram suas flanelas para fugir do estereótipo visual, seguindo uma estética simplória e formal, justamente para não parecer "cool", popular ou descolado, apesar de tudo o tipo poser sempre está presente em todos os grupos musicais e visuais e no grunge não é diferente, é comum ver pessoas que trajam o xadrez e camisas de flanela e são logo tidas como grunge, mas se tudo que for xadrez, for grunge, até mesmo as duplas sertaneja são, como já disse uma camisa de flanela não diz nada.

De certa forma, o grunge continua vivo até hoje, com um numero cada vez maior de adolescente inspirados nos jovens dos anos 90 e curtindo as bandas noventistas e ramificações se assim posso dizer como o Foo Fighters fundado pelo ex-baterista do Nirvana, Dave Grohl, conquistando fãs de uma nova geração.

Pearl jam atualmente
Essa nova geração atual é chamada de new-Grunge por alguns mais empolgados, mas com o sucesso rápido e estantaneo das bandas que aparecem a toda hora nos dias de hoje, nada se pode afirma, porém as bandas que dizem-se New-grunge nada tem a acrescentar, como fizeram as da década de 90.


Vejo a Taylor Momseen, um rostinho bonito da série Gossip Girl e que faz música, receber o nome de grunge ou melhor, New-Grunge, por adotar um visual pesado e com peças usadas pelos grunges, isso em termos visual, por que em termos de mensagem musical, nada se aproveita e nda tem tem em comum as bandas noventistas.

Taylor, é tida como a heroina moderna dessa decada, mas sinceramente ainda não me cativou, em nada menos ainda na musica de pessima qualidade de sua banda.
Otima atriz como cantora. (detesto fazer comentários negativos a qualquer artistas, essa é minha opinião pessoal).

Atualmente as bandas grunge, que estão ativas são: Pearl Jam, Mudhoney, The Melvins, Hole, Soundgarden, Stone Temple Pilots e Alice in Chains.

O The New York Times argumentou que o Nirvana "está tendo mais sucesso agora do que em qualquer momento desde o suicídio do Sr. Cobain em 1994."

O Mudhoney segue lançando álbuns com uma relativa frequência, mas com muito menos sucesso do que durante a era dourada do grunge.

O Alice in Chains se reuniu novamente em 2005 e em 2009 lançou o álbum, intitulado "Black Gives Way to Blue" , depois de 14 anos, com o novo vocalista, William DuVall, que tem agradado e já promete material novo para 2012.


Dawn Anderson, da fanzine Backlash de Seattle, lembrou que em 1990, muitos locais tinham se cansado da promoção exagerada criada ao redor da cena de Seattle e esperavam que a exposição à mídia começasse a desaparecer.

"Abril de 1994, um tiro não tirou somente a sua vida, como sepultou o Grunge, condenado desde o nascimento.

A popularidade do grunge resultou em um grande interesse na cena musical de Seattle percebido os traços culturais.

A cena musical de Seattle no final década de 80 e início de 90, na realidade, consistia em vários estilos e gêneros de música, a sua representação na mídia "serviu para retratar Seattle como uma 'comunidade' musical no qual o foco estava sobre a exploração contínua de uma linguagem musical, ou seja, apenas grunge."

Aqui termino minha série sobre o grunge, espero que tenha sido esclarecedora para alguns e alimentado ainda mais o conhecimento de outros.

O grunge sempre é assunto constante no Anarcolitico, essa série foi apenas uma base para conhecer e ficar mais por dentro da história musical e  social da cena musical grunge dos anos 90.

Para finalizar deixou minha conclusão disso tudo, que apesar  do desfecho final dos maiores ícones do grunge ser tão trágico, a trágédia marcou e eternizou os principais personagens dessa história, talvez por isso tornou-se tão atrativo a industria da musical e comercial,mas suas musicas foram maior e diferente de alguns artistas atuais.

Os feitos foram grandes o bastante para serem eternos, marcando a vida daqueles que estão no mundo da musical, fazendo ou apenas ouvindo.

Fonte:
www.pt.wikipedia.com

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